Míssil S-300 Rússia Ucrânia explosão
Vídeo mostra o que acontece quando se atira com uma metralhadora em mísseis antiaéreos.

Circula nas redes sociais um vídeo de um soldado russo destruindo um lançador de mísseis S-300 da Ucrânia, utilizando um método não muito convencional: atirando com uma metralhadora. O que poderia dar errado?

Nas imagens, o militar é visto deitado ao lado de uma árvore com uma metralhadora PKM apontada para o lançador de mísseis S-300 de longo alcance, das Forças Ucranianas.

Ele engatilha a arma, dispara e o resultado é o esperado. Instantaneamente os quatro mísseis explodem, lançado uma chuva de estilhaços e combustível de foguete na direção dos russos.

Não se sabe se os russos se feriram ou até mesmo sobreviveram à explosão. Também não está claro se o lançador de mísseis ucraniano foi capturado por estar atolado ou até mesmo sem combustível.

O fato é que os russos conseguiram desabilitar o veículo e seus mísseis, ainda que de maneira “pouco ortodoxa”. O vídeo também mostra que atirar contra um míssil com uma metralhadora à curta distância é, no mínimo, uma péssima ideia. 

Ainda assim, não deixa de ser um golpe contra as defesas aéreas do país invadido, cada vez mais escassas perante o enorme arsenal russo (que também sofreu duros golpes na campanha militar na Ucrânia).

S-300 Ucrânia
Veículos lançadores do sistema S-300, similares ao do vídeo. Foto: Voidwanderer via Wikimedia.

O S-300 é um sistema de mísseis antiaéreos de longo alcance. Chamado de SA-10 Grumble pela OTAN, o S-300 foi desenvolvido na década de 1970 na antiga União Soviética, permanecendo uma séria ameaça até hoje graças à diversas atualizações.

O veículo explodido no vídeo é um TEL (Transport Erector Launcher), responsável por transportar e lançar os mísseis. Dependendo da variante, uma bateria de S-300 pode ser composta por um veículo de comando e controle, outros dois radares de busca e acompanhamento do alvo aéreo e múltiplos TEL.

A Eslováquia doou uma bateria completa de S-300PMU em abril. Até agora não se sabe quantos destes mísseis restam em serviço na Ucrânia. De qualquer forma, o país já está começando a usar sistemas ocidentais, como o NASAMS norte-americano e o IRIS-T SLM alemão