A Sonda InSight pousou em Marte no último mês de novembro, e desde então uma equipe da NASA está cuidado de toda a configuração de instrumento. Os primeiro dispositivos de pesquisa já estão desde dezembro sendo implementados, e o prazo final para a instalação e configuração é fevereiro.

Desta forma, a partir do próximo mês já teremos as primeiras informações científicas coletadas pela InSight e divulgadas pela NASA.

A estrutura que está dando mais trabalho para implementar se chama SEIS (abreviadamente), ou Experimento Sísmico para Estrutura Interior, um instrumento que tem forma hexagonal e é protegido por uma cápsula que evita uma grande variação térmica, mas que sua principal parte fica grudada no solo, captando comportamentos sísmicos do planeta vermelho de uma forma real, e nunca antes realizada.

Esse instrumento de pesquisa precisa ficar totalmente nivelado, para medir as menores variações de vibração do solo. Apesar da sonda ter pousado em um imenso “colchão de terra”, o SEIS estava com uma inclinação de 2,5 graus logo após ser implementado no último dia 20 de dezembro, a nivelação de seus pistões e dos sistemas, até a calibração completa, durou até o dia 27 de dezembro.

O SEIS é essencial para descobrir se o “planeta vermelho” tem água em seu subsolo, devido ao comportamento diferenciado de vibração entre ar, terra e água, a velocidade das ondas viaja de forma diferente dependendo do meio. Além disso ele é capaz de mostrar como a queda de um pequeno meteorito pode afetar a vibração do solo, e a decomposição do mesmo com rachaduras e deformações.

Os VBBs (sensores de banda larga) são pêndulos montados em pivôs que são o mais próximo possível da ausência de atrito. Quando o solo se move, ele também coloca os pêndulos em movimento. Mas os movimentos que eles procuram detectar são incrivelmente pequenos, tão pequenos que, para terem qualquer esperança de detecção, os VBBs têm de operar em um vácuo e perfeitamente nivelados.

Os VBBs foram a maior dor de cabeça do desenvolvimento da missão InSight. A falha do desenvolvimento da câmara de vácuo foi o que levou ao dispendioso atraso de lançamento da InSight, mas os VBBs eram pedaços complicados de hardware mesmo antes desse problema. “Foi um caminho difícil de se chegar, onde tínhamos esses sensores de banda larga até o ponto em que eles estavam funcionando e podíamos confiar neles”. “Sempre tive essa preocupação no fundo da minha mente, de que chegaríamos a Marte e eles não funcionariam”, disse o cientista de projeto Bruce Banerdt.

Fora isso, a equipe da NASA também está trabalhando neste momento corrigindo a posição dos cabos dos instrumentos com a ajuda do braço robótico, eles descobriram da pior forma possível que o vento marciano e a variação de temperatura podem interferir nos dados, ao deslocar o cabo de sua posição.

Em Marte a Sonda InSight tem uma missão de executar um estudo aprofundado das características do planeta, em até dois anos. A NASA quer investigar as atividades sísmicas de Marte, para saber como as placas tectônicas do planeta se comportam atualmente, e também estudar assuntos relativos à geodésia e transporte de calor, através das rochas na superfície.