TAP registra prejuízo de € 582 milhões no 1º semestre

TAP

Em nota aos investidores, a TAP Air Portugal divulgou que sofreu um prejuízo líquido de € 582 milhões no 1º semestre de 2020, com dados já contabilizando o período da pandemia, onde a companhia paralisou as suas operações por alguns meses.

No 1º semestre a companhia registrou uma queda de 62% no transporte de passageiros, apesar da alta de 13,4% em janeiro e fevereiro, antes da pandemia de COVID-19, o que mostra uma alta na demanda nos voos da companhia antes da crise.

A receita de 646,1 milhões de euros, por sua vez, caiu 57,2% no período, retirando 730 milhões de euros do caixa da companhia.

Ao todo a companhia teve um prejuízo líquido de 582 milhões de euros no primeiro semestre de 2020. O que segurou o resultado, para o mesmo não piorar, foi a ação da companhia para diminuir a queima de caixa e os gastos operacionais da empresa.

Ao longo da pandemia a TAP reduziu as suas despesas operacionais em 30%, em relação ao mesmo período de 2019. Isso possibilitou que o consumo de caixa reduzisse em 50% entre abril e o final de junho, devido às reformulações realizadas pela companhia.

A TAP ainda tem 669 milhões de euros em bilhetes que já foram emitidos, porém não utilizados pelos clientes. Os mesmos podem pedir reembolso, ou optar por um voo futuramente.

 

Injeção de dinheiro estatal

TAP

Ao longo da crise a TAP passou por algumas mudanças no quadro societário da empresa. David Neeleman, conhecido pelo período de melhorias e renovação da TAP após a privatização, vendeu ao Governo Português a sua parte na companhia, assim como a Azul Linhas Aéreas.


A venda de participação privada, para a TAP virar uma estatal novamente, ocorreu para possibilitar uma injeção de dinheiro na companhia aos moldes do projeto proposto pelo governo, sem demais alterações ou negociações.

Em seu resultado financeiro a TAP declarou que recebeu em julho um aporte estatal de 224 milhões de euros, e recebeu em 31 de agosto outro aporte estatal de 25 milhões de euros.

A companhia deverá receber aportes do Governo Português de forma mensal até o final de dezembro, em um total de 499 milhões de euros.

Esses aportes possibilitam que a companhia mantenha uma liquidez para a retomada das operações, mesmo com o prejuízo líquido que deverá registrar nos próximos meses, embora menor em comparação ao 1º semestre.

 

 

 

DEIXE UMA RESPOSTA