Rotineiramente postamos aqui no Portal Aeroflap sobre incidentes que acontecem em solo, nos diversos aeroportos pelo mundo. Muitos leitores nos perguntam se, diante dos danos e do prejuízo financeiro para reparar, o avião pode voltar a voar.

Este que vamos contar nesta quinta-feira de #TBT ocorreu em setembro de 1998, e com certeza custou alguns milhões para o reparo das aeronaves. Na ocasião um Airbus A330-300 da Sabena literalmente colidiu com um Boeing 737-300 da Sobelair, enquanto estava sendo rebocado no Aeroporto de Bruxelas.

Enquanto boa parte das colisões em solo levam a pequenos danos, neste caso a fuselagem do Boeing 737 teve uma “perfuração”, enquanto o nariz do A330 ficou bastante danificado.

 

Reparos nos aviões e retorno às operações

Culpados a parte, as duas companhias decidiram reparar os seus aviões apesar dos extensos danos.

Ao custo de alguns milhões de dólares, o Boeing 737 de matrícula OO-SBZ recebeu reparos na parte traseira da fuselagem, e uma grande revisão estrutural para verificar se outra estrutura não foi afetada. Os mecânicos também instalaram novos acabamentos internos, bem como assentos.

Já o Airbus A330 de matrícula OO-SFM também teve a parte do nariz reparada, juntamente com uma revisão estrutural em áreas no entorno.

Fabricado em 1987, o Boeing 737-300 da Sobelair voltou a voar três meses depois, e ficou em atividade até 2009, quando a companhia já não operava voos (entrou em falência em 2004).

Já o caríssimo Airbus A330-300 da Sabena era novo. Fabricado em 1994, o avião foi reparado também em pouco tempo, considerando os danos, e voltou a operar voos, ficando até 2019 na frota da Brussels Airlines.

Danos do avião da Sabena, o A330.

A Sabena, por sua vez, faliu em 2001. A recém-formada SN Brussels Airlines assumiu parte dos ativos da Sabena em fevereiro de 2002, e os aviões também foram repassados para a nova companhia.

 

Com informações de Aviation 24.