Boeing 787
Foto: Boeing

A Boeing está há alguns meses buscando a recertificação da produção do 787 Dreamliner, para retomar as entregas do avião. Por este motivo, a fabricante enviou uma documentação à FAA em abril, porém de acordo com os reguladores, esta está incompleta, e a Boeing precisa apresentar mais justificativas.

No momento não está esclarecido se este atraso na documentação pode resultar em mais meses com as entregas paralisadas. De qualquer modo, a FAA está se comprometendo a avaliar cada avião do modelo 787 que será entregue.

A Boeing declarou no início de maio que havia entregue a documentação para a FAA, de acordo com o diretor financeiro da Boeing, Brian West:

“Esta apresentação do plano de certificação foi um marco importante e reflete um conjunto abrangente e muito completo de documentos que verificam se estamos em conformidade. E houve uma enorme quantidade de trabalho para isso, trabalhando lado a lado com a FAA ao longo do caminho.”

Com previsão para as entregas retomarem no 2º semestre deste ano, a Boeing já acumula 115 aviões estocados, e mantém a produção em baixo ritmo. Pelos problemas estruturais derivados de erros na produção, o 787 não pode ser entregue pela fabricante desde maio de 2021, e toda essa condição causará um prejuízo total de US$ 2 bilhões para a Boeing.

Com os aviões estocados, a Boeing também deixou de receber aproximadamente US$ 30 bilhões em receita.

Ao longo dos últimos cinco anos foram fabricadas mais de 4.000 peças com defeito para as aeronaves Boeing 787, segundo dados preliminares das investigações. Em um relatório visto pela Agência Reuters, diversas peças de titânio foram fabricadas erroneamente para 35 aeronaves 787.