Boeing 737 Sriwijaya
Caixa preta do 737-500 da Sriwijaya Air. Foto via Daily Pioneer.

Os dados do gravador de voz da cabine do Boeing 737-500 da Swirijaya foram baixados com êxito pelos investigadores na manhã desta segunda-feira(12). No momento, os dados coletados do gravador não podem ser divulgados.

Nurcahyo Utomo, investigador do Comitê Nacional de Segurança no Transporte da Indonésia (KNKT) confirmou a agência Reuters que os dados foram baixados com sucesso, segundo ele possuem um total de 2 horas de gravações incluindo o último voo do 737.

“Ele contém quatro canais de áudio, incluindo gravações do capitão e do primeiro oficial, cada (canal) tem as últimas duas horas, incluindo o registro do voo que caiu”, disse Nurcahyo.

Os dados coletados do gravador de voz serão sincronizados e analisados detalhadamente pelos investigadores para identificar os possíveis fatores contribuintes para o acidente da Sriwijaya em janeiro.

Em informações preliminares os investigadores descobriram que houve uma assimetria entre as manetes durante a decolagem do Boeing 737. Os investigadores revelaram que no momento que a aeronave alcançava a altitude de 8.150 pés, a manete esquerda voltava para a marcha lenta enquanto a direita permaneceu em potência alta. 

Segundo os dados do voo, a aeronave continuou subindo e ao nível de voo de 10.900 pés o piloto automático foi desativado. Logo após o piloto automático ter sido desativado, a aeronave curvou a esquerda ao mesmo tempo que a manete esquerda continuava a diminuir sua potência.

Alguns segundos depois, o sistema de autothrottle foi desligado e o Boeing 737 caiu no mar. Os gravadores de dados coletaram tudo até 20 segundos após a queda. Além dos problemas com o autothrottle dias antes o acidente, no dia 25 de dezembro foi relatado que o indicador de velocidade do co-piloto apresentou problemas e foi substituído apenas no dia 4 de janeiro. 

As causas podem levar alguns meses para serem divulgadas após analise detalhada, os relatórios finais sobre acidentes geralmente são divulgados em até um ano após o acidente. 

 

Fonte: Reuters