Foto - Boeing

Após sofrer problemas com os motores e ter seu primeiro voo novamente adiado, o Boeing 777-9X agora deve realizar seu primeiro voo somente no final de 2019, de acordo com uma informação publicada ontem pela GE e confirmada pelo vice-presidente da empresa.

A GE precisará de vários meses para desenvolver e testar as correções para o motor, e o primeiro voo parece ser mais provável no período de outubro a novembro deste ano.

Apesar disso, Bill Fitzgerald, vice-presidente da GE Aviation Commercial Engines, disse que as modificações serão concluídas nesta data, mas a Boeing que vai decidir quando realizar o primeiro voo da aeronave, então esse período informado pode ser alterado.

“Estamos aproveitando ao máximo este tempo, obviamente, e continuando a trabalhar para acertar o primeiro voo com este avião”, disse McAllister. “Há muitas atividades que podemos fazer à esquerda antes de nosso programa de testes de voo, para nos certificarmos de que abordamos todas as oportunidades para avançar a prontidão do avião antes de seu primeiro voo.”

A primeira entrega continua estimada para 2020, mesmo que o avião não tenha iniciado o período de certificação em voo. A Boeing já produziu duas unidades para testes em voo do 777X, além de uma unidade para testes estáticos e uma aeronave de série, para a Lufthansa.

 

Sobre o problema

O problema foi detectado no final de maio, quando as leituras da temperatura dos gases de escape estavam fora do intervalo esperado pelos engenheiros.


A GE disse que até agosto instalará uma peça “mais robusta” e reprojetada em todos os oito motores envolvidos no programa de testes GE9X.

“Durante um teste de fábrica, um motor nos deu um sinal sobre sua saúde. Tivemos uma anomalia no compressor e paramos o funcionamento e os testes”, disse a GE. “É um problema mecânico e não tem nada a ver com o desempenho geral do motor ou com a maneira como ele foi projetado”.

De acordo com a GE, a área que um problema foi detectado está no compressor de alta pressão, pelo tamanho do motor, o local tem 11 estágios, até chegar na câmara de combustão.

“Não é uma questão aerodinâmica”, disse a GE. Várias soluções estão sendo estudadas, embora a GE tenha se recusado a fornecer mais detalhes até que a correção seja finalizada.

 

Boeing 777X

O Boeing 777X conta com duas opções de aeronaves, a 777-8X é capaz de receber 350 assentos em configuração padrão de duas classes, seu alcance é de até 15000 km. Já o 777-9X, a maior variante da família T7 até hoje, será capaz de receber 450 passageiros em uma configuração de duas classes, com autonomia para 13200 km de voo.

O Boeing 777-9X que foi apresentado tem 76,7 metros de comprimento.

O novo avião inclui a combinação de “muitas heranças do 777 e do 787”, disse Beezhold. “Fizemos a fuselagem mais larga do que a do -300ER, para assentos mais confortáveis e fileiras com até 10 assentos.”

O novo 777X exigirá menos impulso do que o -300ER porque terá uma asa mais eficiente. E essa asa é bastante longa a envergadura do 777X chegará a 71,8 metros. Por ser mais amplo do que os gates padrões dos aeroporto, o avião terá uma asa dobrável para reduzir a extensão para 64,7 metros quando em solo.

O 777X é equipado com dois motores GE GE9X, que pertencem à nova geração.

O 777-8X concorre diretamente com o Airbus A350-1000, enquanto o 777-9X está sozinho em sua classe de aeronave, e irá atingir uma necessidade por maior economia mas sem perder a capacidade de transporte. 

Até esta data, o 777X acumulou mais de 340 pedidos fixos e compromissos de seis clientes no mundo inteiro. A primeira entrega está programada para 2020.

Com quase 6 metros de largura internamente, o novo 777X será capaz de receber uma configuração com até 11 assentos por fileira na Classe Econômica, geralmente na distribuição 3-5-3.

 

Interior

No interior do 777-9X vale destacar a iluminação em led, que se adapta em intensidade e cores de acordo com o período do dia, o que permite uma melhor experiência de voo e conforto a bordo da aeronave.

No vídeo acima também podemos perceber que o interior pode ser personalizado pela companhia aérea, com opções do “bin” central, cores e assentos, além das clássicas divisórias entre classes.

Um dos detalhes que chamou a atenção é o tamanho da nova janela, agora maior do que as existentes nos atuais 777 Classic e 29% maior do que as janelas do Airbus A350, o principal concorrente do 777X.

Além disso as novas janelas vão ter a tecnologia de escurecimento através de um botão, presente também no Boeing 787. Essa tecnologia é conhecida como eletrocrômico, e de acordo com a Boeing, reduz o peso geral do avião ao retirar componentes comuns em uma janela, como a persiana.

 

Informações via – Aviation Week

Texto – Aeroflap