De 2005 a 2008 a aviação brasileira enfrentou uma séria crise, com a falência de duas companhias aéreas de renome, a Varig e a Vasp, e a crise aérea gerada por dois acidentes aéreos de grande proporção, além da falta de infraestrutura dos aeroportos brasileiros.

Foi no final deste contexto que surgiu a Azul Linhas Aéreas, em 15 de dezembro de 2008, pela primeira vez uma companhia aérea brasileira que optou por operar com os novíssimos E-Jets, fabricados bem perto da sua base desejada, em Viracopos (Campinas). Até então poucas companhias do Brasil tinham topado operar com aeronaves da Embraer, mas todas eram do modelo ERJ, um jato com capacidade para menos de 50 passageiros.

 

O início

O planejamento da companhia foi forte nos nove meses que antecederam o início das operações, boa parte da companhia nasceu na casa do Gianfranco Beting, em São Paulo, que logo depois se tornaria Diretor de Marketing da Azul, e foi responsável pela concepção da pintura da companhia, além do primeiro material de marketing que envolveu o conforto do E-Jet como atrativo principal.

A ideia inicial do David Neeleman era criar uma companhia nos moldes aplicados na JetBlue, outra empresa que ele fundou, com um conceito de baixo custo de operação, conhecido também como Low Cost e que muitas vezes a imprensa confunde com Low Fare (Baixa Tarifa).

Incorporar um conceito Low Cost na companhia era bastante importante no contexto do Brasil, pois possibilitava que as operações da companhia fossem enxutas mesmo com a variada frota atual e o crescimento exponencial, é uma estratégia que mostrou ser acertada nos últimos anos. Além disso, a experiência anterior negativa com a Varig e a Vasp já tinha mostrado para a Azul os novos caminhos que deveria seguir, pois até a TAM estava mudando o seu modo de operação no Brasil desde 2005.

Na época da inauguração das operações as principais companhias aéreas do Brasil eram: GOL, TAM, WebJet, Oceanair (Avianca Brasil) e Passaredo.

No início a Azul planejava operar a partir do Aeroporto Santos Dumont, atualmente um dos principais do Rio de Janeiro, mas que na época sofria de uma forte restrição das operações. A companhia tentou muito, sofreu até preconceito do então Governador Sérgio Cabral, e conseguiu meses depois a autorização para realizar voos no Santos Dumont.

A decisão estava tomada, Neeleman procurava mercados não atendidos e achou em Viracopos, situado em Campinas a pouco mais de 100 quilômetros de São Paulo, com várias cidades ao redor e um mercado que abrangia 10 milhões de pessoas. Em Viracopos a Azul não teria uma concorrência de espaço, já que o terminal estava sendo subutilizado, o local operava 6 voos da GOL e da TAM diariamente, e alguns outros da Trip, que tinha desistido de Viracopos e focava suas operações em Pampulha (MG).

 

Escolha do nome

Foto – Azul Linhas Aéreas

Com uma ideia do Gianfranco, a nova companhia aérea abriu uma votação na internet em março de 2008 através do site “voceescolhe.com.br”, o processo composto em duas etapas abria espaço para uma pessoa indicar o nome que seria votado, e os nomes finalistas foram depois para uma votação popular.

Apesar do nome “Samba” ter sido escolhido na votação, e também ser o favorito do Gianfranco Beting, o Neeleman optou pelo nome “Azul”, criando assim a Azul Linhas Aéreas Brasileiras.

De acordo com Neeleman, o nome “Samba” não era uma boa escolha porque os gringos sempre usavam a palavra para se referir a um voo atrasado no Brasil.

Foto – Azul Linhas Aéreas

As duas pessoas, que escolheram o nome “Samba” e “Azul”, ganharam um bilhete de viagem vitalício na Azul, ou seja, eles poderiam voar sempre na nova companhia sem precisar pagar nada, durante todo o período de existência da mesma.

Além disso a Azul distribuiu 2000 prêmios para os participantes.

 

As primeiras aeronaves

A Azul não tinha nome definido, mas já tinha encomendado 36 aeronaves E195 da Embraer.

Apesar de ter as encomendas, a Azul iniciou mesmo com aeronaves da JetBlue, através de um acordo com a companhia norte-americana, naquela época Neeleman ainda exercia uma considerável influência na companhia a qual fundou.

Foram dois aviões E190AR, um de matrícula PR-AZL, que a companhia recebeu no início de setembro de 2008, e outro de matrícula PR-AZA, que a companhia recebeu em meados de outubro de 2008.

O primeiro avião da companhia foi um Embraer E190AR, de matrícula PR-AZL, aeronave que até hoje voa na frota da Azul, foi o mesmo avião responsável pelo primeiro voo, algo que vamos falar mais no tópico abaixo.

Já o primeiro avião que a companhia recebeu da Embraer foi entregue em janeiro de 2009, na verdade foram dois aviões do modelo E195AR entregues no mesmo dia (PR-AYA e PR-AYB). Um outro avião de matrícula PR-AYC chegou na frota da companhia alguns dias depois.

Os aviões estavam equipados com a mesma configuração atual, sendo 106 assentos no E190, e 118 no Embraer E195.

 

Os primeiros dias

Nos parágrafos acima citamos a escolha da Azul de Viracopos como sua base operacional, mas a companhia escolheu Alphaville, na região metropolitana de São Paulo, para instalar a sua sede meses antes das operações se iniciarem.

No dia 07 de novembro de 2008 a Azul recebeu o Certificado de Homologação de Empresa de Transporte Aéreo (CHETA), um tipo de autorização imprescindível que a companhia precisa ter para primeiro solicitar voos (no antigo Hotran) e depois conseguir autorização para operar esses voos regulares.

O CHETA é bem complicado de ser obtido, a ANAC exige que a empresa deve passar pela aprovação em todos os detalhes de sua operação: configuração das aeronaves utilizadas, treinamento da tripulação, treinamento da equipe em solo, plano de segurança, e até mesmo os uniformes da tripulação (para que atendam aos padrões internacionais de segurança).

O processo culmina no voo de avaliação, em que inspetores da ANAC testam os procedimentos da companhia no embarque e em pleno voo, simulando situações de emergência como uma necessidade de pousar em outro aeroporto por questões meteorológicas, uma hipotética falha no motor ou ainda uma simulação de passageiro sentindo-se mal a bordo, tudo para verificar se a companhia está treinada e preparada para lidar com esses casos.

Foto – Gianfranco Beting/Azul Linhas Aéreas

No dia 05 de novembro o E190AR de matrícula PR-AZL foi transladado para Viracopos, a partir da base da Embraer em Gavião Peixoto. O responsável pelo voo foi o diretor de operações da empresa, Álvaro Neto. O voo de aproximadamente uma hora foi tranquilo, e potencializou a facilidade de operação com as aeronaves da Embraer.

O voo de translado ocorreu no dia 05 de novembro, pois no outro dia a companhia seria avaliada pela ANAC nos conceitos do CHETA. O voo de Viracopos para Porto Alegre seria apenas de simulação de uma operação normal, portanto ele deveria sair no horário marcado, e cumprir com perfeição a rota.

No meio do voo os avaliadores da ANAC decidiram simular uma emergência a bordo, sem citar aos tripulantes que aquilo era planejado, a agência queria avaliar a capacidade da companhia aérea de operar em uma situação fora de controle, alternando o voo para uma cidade a qual não tinha base. Os pilotos decidiram alternar para Florianópolis, um local que a companhia aérea não pretendia operar no início das suas operações e, portanto, não tinha uma equipe em solo para atender essa operação, exceto por um detalhe, que você vai conferir no vídeo abaixo.

Entre os dias 02 e 05 de dezembro, ainda no ano de 2008, a Azul realizou diversos voos de demonstração do seu serviço. O voo era composto por convidados da companhia e visitou Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e Vitória.

Como é possível observar, essas cidades seriam as primeiras com operações da Azul entre 2008 e 2009, a finalidade era divulgar o seu serviço e as qualidades de conforto do E-Jet, um avião que não era utilizado no Brasil até então, logo desconhecido de todo o público.

O primeiro voo de apresentação foi entre Viracopos e Botucatu, no dia 02 de dezembro, com diversos executivos a bordo, incluindo Gianfranco Beting.

Aproveitando a divulgação de como é um voo da Azul na grande mídia, com esses voos de demonstração, os executivos da companhia colocaram o site da empresa no ar em 1º de dezembro, e iniciaram as vendas no dia 04 de dezembro.

Aeronave que cumpriu o primeiro voo da Azul com a Bandeira da Bahia na chegada em Salvador. Foto – Azul Linhas Aéreas

Então chegou o dia 15 de dezembro, a programação era operar quatro voos inaugurais, dois na rota entre Viracopos e Salvador, e mais dois entre Viracopos e Porto Alegre.

O Aeroporto de Viracopos ficou pequeno para tantas pessoas, diversos funcionários da companhia  acompanharam o primeiro voo, a imprensa estava presente tumultuando a área do check-in, e ainda tinha os cumprimentos iniciais de Pedro Janot, na época presidente da Azul, aos primeiros passageiros, cerca de 88 pessoas que compraram uma passagem na companhia para embarcar no voo inaugural.

Ah… No primeiro voo o Neeleman quase atrasou a operação da empresa.

Caminhões dos Bombeiros fizeram o tradicional batismo da aeronave, dando início às operações da companhia.

No primeiro voo a Embraer emprestou um comandante para a Azul, Daniel Ferreira, que se sentou no assento do co-piloto, enquanto auxiliava Ary Nunes que estava no comando do voo.

 

Os primeiros meses

Com cinco aviões, sendo dois do modelo E190AR e três do modelo E195, a Azul finalizou 2008 com 900 funcionários trabalhando para a empresa, em pleno período de alta temporada do mercado de aviação. Era algo surpreendente, uma empresa com este tamanho quase dois meses depois de ter recebido a autorização de operação.

Com apenas 6 meses de operações a Azul já operava para 13 cidades, e tinha em sua frota 10 aviões da linha E-Jet. A participação de mercado da Azul nessas condições era de 4%, a terceira maior do país naquele momento.

Foto – Gianfranco Beting/Azul Linhas Aéreas

Não foi difícil de maio até agosto a Azul saltar de 600 mil passageiros para 1 milhão de passageiros transportados. O passageiro de numeração 1 milhão ganhou o direito de viajar de graça para qualquer destino operado pela companhia por um ano. Além disso a companhia fez uma campanha para dar 10% de desconto direto na compra das passagens aéreas, através do código ‘MILHAO10’, que deveria ser inserido no momento da compra.

A companhia fechou 2009 com 13 aviões em sua frota, ela só terminou o ano no 4º lugar pois o crescimento da Webjet surpreendeu, com baixas tarifas ela competia diretamente com a GOL.

No mesmo período dessa rápida expansão de 2009, a Azul aproveitou para lançar a sua unidade de cargas, chamada de Azul Cargo, hoje com aviões próprios e uma parceria com os Correios sendo encaminhada. A Azul lançou também em 2009 a TudoAzul, braço de fidelidade da empresa, onde os clientes podiam acumular milhas e trocá-las por voos.

Foto – Azul

Os ônibus entre Viracopos e São Paulo foram implementados já em 2009, como forma de captar clientes em uma época que o deslocamento entre as cidades era algo caro.

A estratégia de Neeleman nos primeiros meses de operação da Azul estava dando certo, inicialmente a companhia aérea deveria focar em operar voos para capitais, era a solução mais viável para um rápido crescimento que em breve facilitaria a expansão da companhia aérea pelo Brasil.

Foi com essa expansão que a Azul começou a focar em 2010 nos voos regionais, com a chegada do primeiro ATR da frota, um 72-200 proveniente da Vietnam Airlines.

 

Expansão regional e Fusão com a Trip

Meses depois das operações iniciarem, Neeleman vislumbrou um potencial de Hub, assim como a JetBlue fazia no JFK, em Nova York, levando pessoas do Canadá até a Flórida. Foi então que Neeleman e sua equipe optou por expandir as operações da companhia focando no mercado regional, há anos abandonado no país.

A Azul que já tinha uma frota considerável em 2011 iniciou agressiva, colocando vários ATRs na sua frota, ao todo a companhia terminou o ano com 10 aviões desse tipo em sua frota, juntamente com outros vários E-Jets.

O resultado é que a companhia terminou o ano atendendo 42 municípios com seus voos, cerca de 49 aviões, além de ter 4500 funcionários e quase 10% de participação no mercado de aviação.

Neste ponto a Azul já estava sufocando a TRIP, que era a quarta colocada no mercado de aviação no início de 2012, com quase 5% de participação, as estratégias das companhias convergiam, a Azul tinha um certo foco em Minas Gerais, onde a TRIP realizava muitos voos regionais, e o centro operacional das duas era em Viracopos.

Foto tirada na data de fusão entre a Azul e a TRIP. Foto – Azul Linhas Aéreas

A Azul continuava a crescer no início de 2012, e em maio anunciou uma fusão com a TRIP.

Depois do “susto” inicial que causou no mercado, visto que a GOL tinha realizado o mesmo movimento com a Webjet que tanto incomodava a laranjinha, a Azul planejou uma série de modificações.

A primeira foi manter o nome Azul, que se referia ao novo, ao serviço de bordo diferenciado da companhia e ao conforto das novas aeronaves. A companhia também lançou pinturas especiais, misturando o padrão da TRIP com a Azul.

A fusão com a TRIP é algo que a Azul sente até hoje, na sua frota e estrutura, apesar da filosofia de operação ser diferente entre as duas companhias.

Aeronave da TRIP em 2014, operando um voo regional para Maringá.

Foi exatamente essa diferença entre as companhias que obrigou a Azul a realizar algumas alterações de 2012 até 2014. A primeira foi a frota, logo após integrar os voos da TRIP nas vendas do seu site, e depois absorver completamente esses voos, a companhia optou por padronizar a sua frota de aeronaves, estava decidido, a Azul deixaria de operar com os E175 da TRIP, e os ATRs 42 e 72-200/500.

Em partes essa renovação de frota foi boa para a Azul, e começou a receber os primeiros ATRs novos do modelo 72-600 (o mais atual) no fim de 2012. O foco era padronizar com produtos mais rentáveis, evitar velhos ATRs dando trabalho de manutenção na sua frota e consumindo mais combustível do que o normal, além disso era melhor operar um jato como o E-Jet com 118 assentos, ao contrário do que oferecia um E175/170.

Em 2014 a Azul decidiu expandir o Centro de Manutenção da TRIP no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, as instalações da TRIP faziam a manutenção de aeronaves do modelo ATR e E-Jet, e já tinha experimentado uma reformulação no modo de trabalhar em 2013, com melhor aproveitamento da hora de cada mecânico ou do avião em solo. Você pode conferir mais sobre isso Clicando Aqui.

Todas as alterações de gestão, frota e manutenção refletiram no modo de operação da Azul, que manteve a estrutura e boa parte dos destinos atendidos pela TRIP mas otimizou a sua operação para o modelo Low Cost implementado lá no início da companhia.

 

Voos internacionais e o foco no exterior

Foto – Marcos Junglas/Azul Linhas Aéreas

Após a fusão, a Azul com a Trip possibilitava uma frota de 112 aeronaves, 837 voos diários e 96 cidades atendidas. Apesar de ter somente 15% do mercado de aviação, as duas companhias representavam cerca de 29% dos voos diários entre todas as empresas aéreas do país, meses depois a Azul representaria tudo isso.

A companhia já era uma significativa empresa aérea no contexto do Brasil, mas faltava usar a sua qualidade de hub em Viracopos para concentrar todos os seus passageiros e viabilizar os voos internacionais.

E em 2014 a Azul iniciou a incorporação de aeronaves do modelo Airbus A330-200, todas usadas e com baixo valor de leasing, o que possibilitava uma entrada agressiva da companhia no mercado de voos internacionais.

Primeiro voo da Azul para os Estados Unidos. Foto – Azul Linhas Aéreas

A companhia realizou seu primeiro voo para os Estados Unidos no dia 1º de dezembro de 2014, entre Viracopos e Ft. Lauderdale, um aeroporto que fica nas proximidades de Miami. No mesmo mês, no dia 15, a companhia estreou voos para Orlando com o A330-200.

Os anos seguintes, 2015 e 2016, a Azul iniciava também seu foco nos voos internacionais na América Latina, que não exigia mais do que o E-Jet para operá-los, destinos como Buenos Aires e Montevidéu entraram na lista da Azul.

Além disso em 2015 a Azul anunciou que a United estava adquirindo 5% do capital da Azul, as companhias comemoraram esse fato com uma parceria de codeshare, que beneficiou os clientes da Azul fornecendo vários destinos nos EUA com o mesmo bilhete.

No mesmo ano a Azul fechou um acordo de compartilhamento de voos com a JetBlue, aquela companhia aérea fundada por Neeleman, e que muito inspirou a companhia brasileira.

Embraer E190 que era da Azul e foi “emprestado” para a TAP. Foto – Embraer

Também em 2015 a Azul passaria por outra reviravolta, Neeleman tinha adquirido a posse de 45% da TAP Portugal, e a sinergia entre as companhias aéreas iria aumentar bastante, pouco depois a companhia portuguesa serviu como válvula de escape para a Azul enfrentar a crise financeira no mercado brasileiro, necessitando de mais aviões para expandir suas operações, a Azul emprestou para a TAP diversas aeronaves dos modelos E190 e ATR, além de dois A330 durante o período de baixa temporada no mercado brasileiro. Não demorou muito para a Azul anunciar voos de Viracopos para Lisboa, que era integrado com a frota da portuguesa para diversas cidades da Europa.

Atualmente a Azul tem 40% de ações na TAP.

Em novembro de 2015 mais uma surpresa, a chinesa HNA investiu 1,7 bilhão para obter uma participação de 23,7% na Azul. Mais recentemente a mesma empresa recuou do seu investimento, como uma forma de somar fundos para a recuperação do grupo chinês, que andou fazendo uns investimentos errados no mercado hoteleiro.

2015 realmente foi um ano da expansão internacional na Azul.

 

Um pouco mais no presente da companhia aérea

Por causa da expansão internacional da Azul, a companhia encomendou 5 aeronaves A350-900XWB em 2014, com entregas para 2017. Realmente a companhia esperava receber esses aviões, mas os planos mudaram de última hora e resultaram na transferência para a HNA de duas aeronaves que já estavam prontas em Toulouse com as cores da Azul.

Foto – Azul/Divulgação

A Azul enrolou alguns meses durante as negociações com a Airbus e a HNA, além da empresa de leasing que tinha a propriedade da aeronave, e decidiu realizar no 2º semestre de 2017 uma encomenda para 5 aviões A330-900neo.

Outra encomenda marcante é para os jatos Airbus A320neo, e que possibilitou o rápido crescimento da companhia no mercado doméstico nos últimos anos. Ela originalmente foi realizada em 2014 e engloba 63 aviões da família A320neo. A primeira aeronave chegou no Brasil em 2016, e logo possibilitou novos voos internacionais, como Belém – Ft. Lauderdale.

Atualmente o A320neo divide espaço com os E-Jets em Viracopos.

Em março de 2017 a Azul deu uma nova esperança para a continuidade do uso de aeronaves brasileiras, a companhia realizou uma encomenda firme para 30 aeronaves Embraer E195-E2, a nova geração dos E-Jets, uma aeronave maior e mais econômica do que aquelas utilizadas pela Azul desde a sua fundação. A companhia aceitou ser a cliente de lançamento e em meados deste ano incrementou sua encomenda, atingindo 51 aeronaves.

Neste segundo semestre de 2018 a Azul Cargo começou a operar com duas aeronaves do modelo Boeing 737-400F, transportando carga internamente no país. 

As aeronaves exclusivas para cargas poderão transportar até 20 toneladas de produtos, capacidade superior aos porões das demais aeronaves da companhia, que, por realizarem voos comerciais, também precisam acomodar as bagagens dos clientes. No Brasil o 737F é responsável pelos voos de longa distância, entre Viracopos e Recife ou Manaus, por exemplo, e acabaram liberando o A330 de realizar essas rotas, anteriormente a Azul precisava do A330 nessas rotas para suportar o transporte de até 30 toneladas de carga por voo.

No primeiro trimestre deste ano, a unidade de transportes de cargas da Azul registrou crescimento de 61% na comparação com o mesmo período do ano anterior, e planeja crescer quase 40% em 2019. Aliás, essa unidade de cargas da Azul atende mais de 100 destinos através dos porões das aeronaves que transportam passageiros, incluindo Fernando de Noronha, possibilitando um frete de baixo custo e com muita rapidez.

Até o início deste mês, a Azul já acumulava quase 150 milhões de passageiros transportados desde a sua fundação.

 

Entretenimento e serviço de bordo

Desde o início a Azul sempre foi conhecida por distribuir a bordo os famosos snacks, em variadas opções, no início dos seus voos a companhia oferecia as bebidas em latas e garrafas, mas com o passar dos anos a empresa optou por oferecer em copos plásticos, aos passageiros.

O tradicional cafezinho? Continua presente nos voos da companhia, o que diferencia o seu serviço de bordo das demais.

A Azul também entrou no mercado em 2008 prometendo oferecer TV ao vivo em suas aeronaves da Embraer já no ano seguinte, mas a implementação dessa tecnologia demandou uma série de certificações para a instalação da antena via satélite, que receberia as informações de um satélite geoestacionário da SKY, operadora responsável por fornecer o serviço.

Tela de entretenimento em um Embraer E195 da Azul, mostrando o mapa de voo. Há diversos canais de TV fechada da Sky, além dos canais de TV Aberta.

No final a Azul implementou em caráter de testes a TV ao vivo no segundo semestre de 2012, até então a companhia utilizava os monitores dos E-Jets para oferecer um conteúdo programado e gravado.

Já os ATRs da empresa não ganharam a mesma tecnologia, mas a Azul optou por incorporar esse sistema no A320neo, e novamente está somente em fase de testes atualmente, com poucas aeronaves equipadas com antenas da SKY na parte superior. Para as suas novíssimas aeronaves A320neo, a Azul ainda oferece o sistema Azul Play, que pela primeira vez na história a companhia ofereceu entretenimento via wi-fi para os dispositivos móveis dos passageiros, isso em voos domésticos, algo útil e que recebe a complementação da presença de tomadas a bordo.

No A330-900neo a companhia optou por um sistema de entretenimento On-Demand durante a modernização do interior dessas aeronaves, visto que em voos longos a comunicação com o satélite pode não ser ideal.

 

Texto produzido por: Pedro Viana/Diretor de Conteúdo do Portal Aeroflap

Revisado por: Maxilanne Costa

Agradecemos a equipe da Azul Linhas Aéreas pelas informações e fotos.

 

Frota da Azul no final de 2018 (tabela):

AeronavesNa frotaEncomendas
Airbus A330ceo/neo (272 assentos)75 (Para o A330-900neo)
Airbus A320neo (174 assentos)1845
Embraer E190-E1 (106 assentos)9
Embraer E195-E1/E2 (118 assentos)5451+20 opções de compra (Para o E195-E2)
ATR 72-600 (70 assentos)32

*Além desses aviões a equipe de manutenção da Azul utiliza dois Pilatus PC-12. A Azul Cargo tem 2 aviões Boeing 737-400F (convertidos).

 

Vídeo da História da Azul por Aeroflap:

Disponível em 15 de dezembro de 2018.

 

Vídeos da História da Azul pela própria companhia aérea:

 

 

Conheça o Centro de Manutenção da Azul no Aeroporto da Pampulha:

Conheça todos os detalhes do Centro de Manutenção da Azul em Pampulha

 

Conheça mais sobre a Azul Cargo:

Azul apresenta e inicia operações com o primeiro Boeing 737-400F cargueiro